despertei num dia daqueles em que tudo que foi feito agora parece um erro. não encontro minhas aptidões, e meu amor, ao longo dos últimos dias, tem chamado outro nome. tem sido como se uma super pedra despencasse na minha cabeça. ainda sim, vivo num lugar que não encontro refúgio, onde nenhuma peça tem minha cara, meu cheiro, meus bichos. aliás, meu cachorrinho vai embora, talvez eu nunca mais o veja. um mar de ansiedade toma conta dos meus dias. eu só queria um abraço, e chorar um pouquinho. vai passar, eu sei.
o casaco do sapo
segunda-feira, 3 de junho de 2013
sexta-feira, 19 de abril de 2013
sair do comum.
durante o silêncio é possível perceber as loucuras que passam na minha cabeça. apenas não entendo como elas surgem. talvez por medo e insegurança. por sempre ter afrontado tudo pelos meus desejos. sinto-me pressionada pela constante busca da felicidade. se fosse possível, gostaria de ter tido mais coragem em enfrentar o início desse amor. se tenho passado alguns momentos desnorteada, é pelo ciúmes, e deixei que as coisas ficassem assim. sou vitoriosa , pois o tempo antecipou nosso estarmos juntos. viver sozinha não é fácil, agora, dividir a vida é mais difícil ainda. pela primeira vez deixei bruscamente o egoismo de lado, e resolvi dividir a minha. aqui estou. ansiosa, porém feliz.
terça-feira, 16 de abril de 2013
mais uma noite.
ser feliz, não significa estar feliz. de um tempo pra cá, fui descobrindo que mesmo no mais lindo conto de fadas existe o monstro; e que dividir o teto, e o espaço da escova de dentes requer uma manobra um tanto arriscada; e seu grande amor, guarda outros amores, outras lembranças, e simplesmente, o papel principal não é seu. dormir com alguém do lado é maravilhoso, difícil é alguém ceder diante de uma crise hormonal. não esperava da vida um amadurecimento tão dolorido. uma conquista que arde como queimadura. onde foi parar minha tranquilidade?
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
novo ano.
eu queria ser feliz outra vez. consegui. esqueci dos que me machucaram, e as marcas
deixadas sobre meu corpo. mais uma vez desejei amar. desfrutei de todos os tipos de
liberdades, até me prender. nada de jaulas, nem grades. falo da prisão na confusão de pernas. do desejo que arde na ausência dos corpos. então escolhi
você. o cheiro que arrepia meus pelos, a boca que umedece cada pedaço meu. a bagunça
que fazemos. o que vivo hoje, supera
todas as expectativas que um dia eu criei. muito mais do que imaginei. apenas está começando. quero mais do amor.
descobrir todas as posições de te amar. me amar. me tocar. te tocar. estar bem. respirar ao chegar em casa, e saber que
posso o ver acordar. sem divisões. sem ansiedade. só nosso entrelaçamento e
cumplicidade. juntos. amanhã, outra vez.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
enfim, fim de novembro.
outubro passou. agora, novembro. últimos dias. renovações e medos. sou rejeitada, e amada. sinto energias boas e ruins. incrível neste espaço compreender a singularidade das coisas, dos encontros. perceber que nem todos estão tão perto quanto pareciam. buscar provocações nos mais diversos lugares. se tem algo que me contento é com o amor. ah! este que move toda a força dentro de mim. algumas mudanças estavam por vir, e chegaram. cedo, talvez. tarde. não sei. esperei por muito tempo, e agora?! continuo esperando pelo tempo. ou não espero. melhor que aconteça de uma forma natural. sinto que causei turbilhões, e confesso que não tive a intensão. durante anos, ou pela vida toda, os caminhos mais espinhosos me perseguem. não são escolhas pelo difícil, surgem, apenas as torno parte da minha vida.
domingo, 30 de setembro de 2012
outubro.
legal. passei exatamente três domingos sem escrever. agora já outubro. lua cheia. estou com o calendário de setembro, já arrancado do meu espelho. todo preenchido. fico feliz que tenha passado. muitas palavras me machucaram. pessoas se afastaram. algumas afastei. outras reencontrei. recomeçou a esperança. é um ciclo. vou registrar aqui a palavra do mês de outubro: flexibilidade.
domingo, 9 de setembro de 2012
meu inconformismo.
hoje com lágrimas nos olhos. choro guardado, e um tanto esperado. desatenção aos movimentos. expectativa frustrada. não consigo alcançar meu esforço. ele corre para um lado contrário a mim. triste, resolvo formar um casulo de edredons. deitada e quieta fico mais segura. retirada do mundo. abafa minhas angustias. não consigo ver nada progredir. tudo sempre intacto. estagnado ali. em todos os cantos. em todos meus campos. marcação absurda aos meus movimentos. preciso deslocar meu habitat e desacorrentar o que me prende.
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