quinta-feira, 29 de novembro de 2012
enfim, fim de novembro.
outubro passou. agora, novembro. últimos dias. renovações e medos. sou rejeitada, e amada. sinto energias boas e ruins. incrível neste espaço compreender a singularidade das coisas, dos encontros. perceber que nem todos estão tão perto quanto pareciam. buscar provocações nos mais diversos lugares. se tem algo que me contento é com o amor. ah! este que move toda a força dentro de mim. algumas mudanças estavam por vir, e chegaram. cedo, talvez. tarde. não sei. esperei por muito tempo, e agora?! continuo esperando pelo tempo. ou não espero. melhor que aconteça de uma forma natural. sinto que causei turbilhões, e confesso que não tive a intensão. durante anos, ou pela vida toda, os caminhos mais espinhosos me perseguem. não são escolhas pelo difícil, surgem, apenas as torno parte da minha vida.
domingo, 30 de setembro de 2012
outubro.
legal. passei exatamente três domingos sem escrever. agora já outubro. lua cheia. estou com o calendário de setembro, já arrancado do meu espelho. todo preenchido. fico feliz que tenha passado. muitas palavras me machucaram. pessoas se afastaram. algumas afastei. outras reencontrei. recomeçou a esperança. é um ciclo. vou registrar aqui a palavra do mês de outubro: flexibilidade.
domingo, 9 de setembro de 2012
meu inconformismo.
hoje com lágrimas nos olhos. choro guardado, e um tanto esperado. desatenção aos movimentos. expectativa frustrada. não consigo alcançar meu esforço. ele corre para um lado contrário a mim. triste, resolvo formar um casulo de edredons. deitada e quieta fico mais segura. retirada do mundo. abafa minhas angustias. não consigo ver nada progredir. tudo sempre intacto. estagnado ali. em todos os cantos. em todos meus campos. marcação absurda aos meus movimentos. preciso deslocar meu habitat e desacorrentar o que me prende.
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
de cara limpa.
quando as coisas pareciam normalizadas, eis que surge marteladas na cabeça que não me deixam em paz. o que nunca sairá do meu corpo. sempre soube que um dia viria à tona. que a vida me jogaria na parede fazendo com que eu tivesse coragem de assumir. e vergonha também. marcas de inconsequência. da falta de gosto pela vida. e escolhas erradas. não há o que fazer. não tenho como reverter as sujeiras do mundo. (des)culpa.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
em busca daquilo que falta para me preencher.
estava com um saco cheio de coisas que já não me
interessavam mais. resolvi esvaziá-lo e redirecionar os planos. preencher os
espaços, antes vazio, com novidades mesmo. novas pessoas, experiências. deixar de
lado o que tem me deixado triste. semear a felicidade que eu havia ignorado. penso
que sempre as pessoas deveriam fazer isso. circular intensidades. explorar novos
aromas, novos encontros. esperava que as coisas mudassem sozinhas, confesso. nada
aconteceu. cada vez parece mais enrolado. tenho alguns pensamento possessivo e
não consegui te ter como eu precisava. como dividir a cama se minha companhia
não pode me acompanhar. foi assim que resolvi passar a borracha e viver mais um
pouco. de forma livre mesmo. eu te amo, e a fuga é minha.
sábado, 28 de julho de 2012
o que está acontecendo aqui?
e toda aquela tristeza? está indo embora? sim! os ventos anunciam a chegada de boas novas. mistura de sentimentos não revelados. interesse em redescobrir a realidade. aquelas novas práticas já estão por ser abandonadas, e agora há novas figuras habitando os espaços antes ocupados equivocadamente. a ausência de confiança e segurança fez com que o universo, outra vez, surgisse com aromas e gostos descartados. espanto nos últimos dias, sendo surpreendentemente natural. e não é preciso competir nem dividir. revindicar horários. repartir a cama. não há mais frio. menos um copo de lágrima amanhã. e depois...
sábado, 21 de julho de 2012
feliz.
e no meio do turbilhão a gente esquece tanta coisa. bom lembrar o que não se pode esquecer...
minha vida.
vida minha. que é vida. não vivida. priva a minha. escondida. submissa. dolorida. agonia.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
falta de forma.
entre tantas palavras e frases montadas, desvio o pensamento. lembro daquele lugar deserto que habita meu corpo. lá onde todas as luzes estão apagadas, nada reflete e não há cores. depreendo o tal desconhecido e o torno comum. e faço o mesmo com a intolerância tolerável. a inquietação fez inundar a disposição. e a partir do toque singular, surgiu a gota de cor. o pingo de esperança. aos poucos foi possível desconstruir, reinventar e ser sensível. nesse deserto, já posso enxergar uma flor.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
aguenta.
hora das escolhas. comigo é sempre assim. ouço coisas que preferia não ouvir. sou afetada por efêmeras palavras. por olhos intensos e coração dilacerado. completo a carona do final da noite. deixo teu corpo ao cuidado de outro alguém. estranho a sensação de chegar em casa. percebo a falta de um pedaço. aquele que permiti destacar. onde está meu lugar. como é possível encarar um caminho que eu não sei se um dia vai chegar. desejo de liberdade. anseio por paz. adormeço e amanhã é possível esquecer de todo esse drama.
terça-feira, 17 de julho de 2012
bom tudo.
o bom é sentir as mudanças. os corpos unidos clamando por agitação. marchar.
participar da construção de uma mobilização de 'novos' pensamentos.
observar o eixo de transformação. o espaço. o desatar das mãos. liberdade. a intolerância do comum.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
(...)
"A verdadeira liberdade é um ato puramente interior, como a verdadeira solidão: devemos aprender a sentir-nos livres até num cárcere, e a estar sozinhos até no meio da multidão." (Massimo Bontempelli)
http://en.wikipedia.org/wiki/Massimo_Bontempelli
http://en.wikipedia.org/wiki/Massimo_Bontempelli
boas novas.
utópico querer que apenas os dias de felicidade se repitam. inconsciente aprisionar pessoas. o ciúmes destrói. a consciência corrói. existe coragem de redirecionar cada passo, cada dia. reviver algumas experiências de uma forma exageradamente louca. vontade de desengolir todas as ideias guardadas. reativar todas as esferas do desejo. redescobrir a vida. sentir-se feliz em apenas poder viver. deixar de lado a complexidade de traduzir todos sentimentos em palavras. hora de jogar no mundo novas práticas. impulsionar estímulos e conquistar o amor.
voltei.
entre tantos pesares, dúvidas e compartilhamentos, resolvi reativar coisas guardadas em mim. desta vez não vou parar, não vou fugir. sigo reinventando novas práticas de viver. todas as dores virão à tona. todas pessoas cairão em cima. porém, assumo a postura de guerra e vou até o fim.
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